MAX MIN: EXCELÊNCIA EM CLUBE

Fruto da imaginação do empresário Jamil Habib Curi e do engenheiro civil e arquiteto Mário Souto, o Max Min Clube foi instituído em 1º de julho de 1963, quando Montes Claros ainda era uma pacata cidade, mas que já aspirava a necessidade de desenvolvimento. Mas tudo começou durante uma informal conversa entre Jamil Curi e Mário Souto, na construtora Habib Souto Ltda., onde eram sócios, com o amigo Giroal Câmara. A ideia era lançar um clube entre a colina e a cidade, ou seja, no meio caminho entre o Automóvel Clube, que iniciava a sua construção, e o Country Clube Lagoa da Barra, lançado pelo engenheiro José Pimenta de Carvalho.

A ousada proposta de lançar um empreendimento do mesmo gênero que os outros dois em andamento chegou a assustar Mário e Giroal, mas Jamil Curi argumentou que o novo clube seria uma opção para quem não quisesse desfrutar o da cidade ou esticar a distâncias maiores, como o Lagoa da Barra e o Pentáurea, ainda mais que os percursos eram por estradas de terra. Curi destacou ainda que a ideia seria a de um clube bem projetado em termos de bom gosto arquitetônico, funcional, com piscina, sauna, um belo jardim, um salão e bar com pouca área de construção em material sem luxo, mas cuidadosamente bem harmonizados na suas combinações.

A proposta se resumia no desejo de lançar um “máximo de clube num mínimo de espaço”, daí o nome Max Min, sugerido por Jamil Curi, prontamente aceito por Mário Souto e Giroal Câmara, este importante peça no idealismo, porque era uma autêntico e apaixonado montes-clarense, de assídua freqüência nos acontecimentos sociais jovens. A ideia do Max-Min Clube decolou e Jamil Curi foi eleito o primeiro presidente da agremiação, inclusive adquirindo a cota número 1, que ele possui até hoje. As demais cotas foram vendidas com êxito.

O terreno foi adquirido por um preço bem acessível junto a Diu Colares e logo a diretoria iniciou o desmatamento e a abertura da caixa da piscina. Mas, por pouco, o Max Min se chamaria Pastoreio Clube, quando os pioneiros descobriram que a região onde começaram a edificar o novo empreendimento era cognominada de Fazenda Pastoreio e porque, à beira da piscina, havia uma bela árvore chamada Sambaíba. Mais uma vez, os idealizadores do projeto vacilaram e ventilaram a possibilidade de trocar Max-Min por Sambaíba Clube. Entretanto, o nome Max-Min prevaleceu às tentações.

A piscina era a prioridade das obras e a perfuração do poço artesiano foi feita pelo Dnocs. Outra necessidade prioritária era a extensão da rede elétrica até o clube, cujo último poste era próximo à Coteminas, que ainda não existia. Graças à ajuda do saudoso José Gomes, grande amigo dos pioneiros, os dirigentes foram apresentados ao Dr. Mendonha, quando solicitaram-lhe, através de ofício, intervenção política para a extensão da rede elétrica, sendo prontamente atendidos. A primeira água a jorrar na piscina foi às 19h de uma sexta-feira e, por entusiasmo, Jamil, Mário e Giroal se banharam no jato d’água. Mas logo eles saíram da piscina quando chutaram algo lá dentro e descobriram que era uma cobra. Então, juraram sigilo para não influenciar negativamente na concretização do empreendimento.

Para acelerar a venda das costas e, consequentemente, as obras, uma vez que o Max Min concorria com outros dois clubes em implantação, um grupo de influentes garotas da cidade foi convidado a posar junto a uma grande placa publicitária fixada na primeira área gramada. As fotos foram publicadas na Revista Encontro, de Lúcio Bem querer. Além disso, alguns meses a mais de obras, a diretoria trouxe as modelos Luíza Maranhão e Brigite Blair, do Rio de Janeiro, para pousarem junto às primeiras paredes erguidas.

A outra grande necessidade era melhorar o acesso ao clube, pois o trecho era o da cidade até à entrada para o aeroporto antigo, que ficava nas imediações do Chimarrão. De acordo com informações do empresário Jamil Curi, o problema foi resolvido pelo engenheiro Carlos Alberto Salgado, a quem o Norte de Minas muito deve. Por várias dificuldades, o asfaltamento não seria possível, mas o competente e criativo engenheiro Carlos Alberto lançou cascalho na pista, o misturou com vários sacos de sal grosso e compactou a rodagem com esse processo de ”tratamento contra poeira”, pois o sal grosso, sendo higroscópico, absorvia a umidade do ar e evitava a poeira. Mas tão logo o trabalho foi executado, veio a surpresa: o trecho ficou muito perigoso devido ao significativo número de gado que lambia o sal da estrada. Aí, a alternativa foi mesmo pavimentar o trecho, mérito de Carlos Alberto Salgado.

O paisagismo foi orientado pela saudosa e competente Josefina Mendonça, pessoa talentosa e estudiosa do assunto, sendo que as árvores que margeiam a estrada em frente ao clube foram trazidas bem pequenas por Jamil Curi de Belo Horizonte em seu Volkswagen. Concluído o empreendimento, os associados comparecem em peso à inauguração do Max Min Clube, que brindou a todos com um show do cantor carioca de música popular brasileira, Sílvio Aleixo.

Segundo Jamil Habib Curi, tudo aquilo que eles imaginaram na sua concepção foi atingido. O clube era pequeno, mas aconchegante; pequeno, mas funcional; pequeno, mas grande no progresso que trouxe para a região do Pastoreio. “A semente germinou sob os cuidados de todas as diretorias que por lá passaram, a ponto de ser hoje um clube grande, mais bonito, agradável, perto e longe, frequentado e amado”, se orgulha até hoje o fundador Jamil Curi.

Hoje, o Max Min é um dos melhores clubes do País, tanto que tem cadeira cativa no Congresso Brasileiro de Clubes (CBC), que é realizado em Campinas-SP. 

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Um pouco mais sobre nossa história

 

Fundado em 1º de julho de 1963 atualmente o Max Min, sem nada de mínimo em seu espaço e projetos, é um imenso recanto de lazer, de confraternização e de comunhão com a natureza, com o belo e o verde compondo um magnífico cenário. 

Na verdade, o Clube se constitui numa entidade cultural recreativa de grande porte e importância para toda a comunidade montes-clarense e norte-mineira, uma das mais empreendedoras do setor, única e ímpar em suas muitas e múltiplas conquistas e realizações. No Max Min, nada é mais importante que o associado. Ele é o ápice das gestões, quanto à ordem das prioridades. Atualmente são mais de 2.800 associados. 

Convênios firmados com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e com o Clube dos Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais promovem um intercâmbio seleto e saudável entre as entidades e a instituição de ensino superior.

Através do convênio, todo semestre, a Universidade disponibiliza ao Clube 16 acadêmicos do curso de educação física que, na condição de estagiários, dão apoio às diversas atividades esportivas.

O Max Min promove vários campeonatos anuais de futebol, envolvendo as categorias infantil, juvenil, adulto e máster, totalizando a participação de mais de 700 “peladeiros”. São realizados também campeonatos de peteca, sinuca, truco, buraco, tênis, voleibol, futevôlei, vôlei de areia, beach tênis.

A começar pela ampliação admirável do espaço físico – dos 10 mil metros quadrados iniciais para os atuais mais de 105 mil m², o Max Min tem procurado não somente cumprir mas, sempre que possível, superar a proposta estatutária de proporcionar o máximo de conforto e lazer aos seus associados.

Uma das metas prioritárias tem sido promover e incentivar a prática de esportes, bem como atividades recreativas, sociais e culturais. Tudo isso sem comprometer ou destruir a natureza, visando a preservação e multiplicação do verde. 

O clube possui infra-estrutura moderna e arrojada com quadras para diversas modalidades esportivas, campos de futebol, piscinas, saunas, restaurantes e bares, grande salão de festas, playground, além de área para estacionamento e um bem instalado berçário.

Acresça-se a tudo isso a existência de um plano diretor que prevê para os próximos anos a realização de obras ainda mais arrojadas.